Às vezes, nos surpreendemos com algumas coisas que não são tão divulgadas ou anunciadas. Fogo e Gelo, uma animação de Ralph Bakshi, de Fritz, The Cat, é um longa baseado no universo visual do mestre Frank Frazetta. Utilizando a técnica de rotoscopia, que, bem executada, dá uma organicidade para os movimentos do personagem, tinha tudo para seguir o sucesso de filmes como Conan, e se tornar um cult, uma vez que conta com o roteiro de Gerry Conway e Roy Thomas, famosos também pelo seu trabalho com o Cimério na Marvel Comics.
Entretanto, a trama arrastada, sem graça e quase sem diálogos, torna o filme enfadonho e cansativo. Na história, a Rainha Juliana e seu filho Nekron tentam dominar o mundo, congelando o planeta. Alguns habitantes conseguem se refugiar no chamado Refúgio de Fogo. A filha do rei do refúgio é sequestrada e torna a situação muito mais delicada. A narrativa segue com alguns guerreiros indo resgatar a princesa enquanto essa tenta sobreviver fugindo de seus sequestradores.
Nem a trama, nem as belas imagens baseadas na arte de Frazetta salvam o desenho. Embora hoje já tenha um status de cult (é considerado uma das 100 melhores animações de todos os tempos), em minha mais modesta opinião, está longe de ser um grande filme. Vale conferir? Só se você for muito fã de Frazetta. Como disse no início, às vezes você se surpreende com algumas coisas. Às vezes, não. Eu esperava muito mais de uma obra baseada no gênio artístico de Frank Frazetta. O mestre merecia algo muito melhor.
Ficha técnica
Título: Fogo e Gelo
País/Ano/Duração: EUA – 1983 – 82 min
Desenho / Aventura
Nota: 2



























