Salve, pequenos gafanhotos! Vamos estrear uma nova coluna aqui no ARG, focada em cardgames, os famosos joguinhos de cards colecionáveis. Não levem a mal o “joguinho”, hein? Até porque irei começar falando sobre Magic, do qual sou jogador assíduo há pelo menos 6 anos.
Começando um pouco para os leigos, Magic: The Gathering é um jogo de cartas, ou cards, colecionáveis (como os famosos cards de jogadores de beisebol, nos EUA), criado por Richard Garfield, professor e matemático, e lançado pela famosa Wizards of the Coast, em 1993. É considerado o mais famoso jogo da era moderna dos cardgames, e estima-se que seja jogado por mais de seis milhões de pessoas em mais de 70 países no mundo inteiro.
Como meu objetivo não é falar sobre o jogo em si (não desta vez, pelo menos, prometo que vou fazer uma matéria melhor sobre o assunto) vou comentar sobre um lançamento que ocorreu no dia 05 de fevereiro, a série derivada de Zendikar (um cenário temático dentre os vários já lançados) chamada Worldwake, ou Despertar do Mundo.
A série conta com 145 cards e traz algumas mecânicas e cartas novas e revitalizadas. Entre essas, a habilidade Multireforçar que é um “reforçar”, mas sem limites. Por exemplo, Saltador de Lagartos, uma criatura 1/1 que ganha um marcador +1/+1 para cada vez que for reforçado, pode entrar em jogo com bastante poder e resistência, desde que você tenha mana suficiente para fazê-lo.
Aterragem é outra habilidade que volta ao Despertar do Mundo. Cards com essa habilidade ganham bônus quando um terreno entra no campo de batalha sob seu controle. Por exemplo, Planador de Gêiser, uma criatura 4/4 ganha habilidade de voar cada vez que você baixa um terreno.
Além disso, Kor, vampiros e aliados estão de volta. Os vampiros, em especial, ganharam bons reforços, como Anowon, o Sábio da Ruína que faz com que todos os jogadores sacrifiquem uma criatura que não seja vampiro durante a sua fase de manutenção. Num deck de vampiros, faz um estrago razoável nos oponentes.
Existem diversos cards, muito bons, por sinal, como Perseguidor Abissal, Vingador de Zendikar, Anjo da Admonição, entre outros. O destaque da coleção vai para Jace, o Escultor de Mentes. Este é o primeiro planinauta com 4 habilidades. Com custo de mana convertido 4 (duas ilhas e dois incolores), entrando com 3 marcadores, num deck azul pode atrapalhar bastante o oponente (principalmente se você conseguir fazer a última habilidade: retira 12 marcadores, exile todos os cards do grimório do jogador alvo, depois aquele jogador embaralha sua mão no próprio grimório). Esta carta já está valendo pelo menos US$ 50.00 nos melhores sites gringos.
Outros cards que merecem menção são os novos terrenos que se transformam em criatura, como Colunata Celestial, Poço de Piche Rastejante e Estatuaria Medonha, por exemplo. Essa habilidade não se via desde a 10ª Edição, e como são terrenos de cores aliadas (branco e azul, preto e azul, para citar alguns), em decks mistos, vão criar bons desafios nos jogos porque provavelmente serão rápidos de serem jogados.
No mais, a série não trouxe grandes inovações. A coleção tem cards muito bons e outros nem tanto (e todos podem ser visualizados aqui). Para quem joga, sempre há o que acrescentar para turbinar seus decks e torná-los bem competitivos.
De agora em diante, vamos procurar postar novidades acerca do jogo (e outros cardgames, na medida do possível), matérias especiais e algumas dicas de decks e combos para vocês. É isso aí, boa jogatina para todos e até a próxima!
































